Dez anos depois da produção do McLaren F1 ter terminado, eis que surge, finalmente, um sucessor. Mas a filosofia por detrás deste MP4-12C é ligeiramente diferente do que estávamos à espera...
Em vez de um superdesportivo elitista, ao alcance de uma dezena de privilegiados, a McLaren deu-nos um veículo de altas performances com um custo mais "real", que o coloca ao nível de um Ferrari ou um Lamborghini. A excelência técnica é a que se espera de um McLaren, com quase tudo a derivar da Fórmula 1, casos da suspensão activa, das entradas de ar e condutas de arrefecimento para o motor, do fundo plano e até os comandos do cockpit com retro-iluminação por LED. A isto juntam-se as tecnologias mais "normais", com o MP4-12C a incluir ABS, ESP, controlo de tracção, distribuição electrónica da força de travagem, hill-hold, bancos de ajuste eléctrico, ar condicionado e sensores de estacionamento. O preço, antes de impostos, ficará entre os 140 e os 200 mil euros, pelo que fica sensivelmente alinhado por um Ferrari 458 Italia, um Lamborghini Gallardo ou mesmo um Porsche 911 Turbo.
Os dois ocupantes ficam "isolados" numa monocoque em fibra de carbono, com alta resistência e baixo peso (80 kg), o que, além de formar uma "célula" de protecção em caso de impacto, tem vantagens dinâmicas, nomeadamente na distribuição de massas e resistência à torção.
A animar este empolgante conjunto está o primeiro motor feito pela McLaren (o F1 utilizada um doze cilindros com 627 cv de origem BMW). Trata-se de um 3.8 V8 com dois turbos, admissão variável e 600 cv. A caixa é automática de sete velocidades e dupla embraiagem, com patilhas no volante. As performances do modelo ainda não foram reveladas, mas a McLaren garante que 80 por cento dos 600 Nm de binário máximo estarão disponíveis logo às 2000 rpm.


